Uma ação realizada em Porto Velho reuniu instituições públicas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de combate à violência contra a mulher, com foco na autonomia financeira como instrumento de enfrentamento. O encontro ocorreu durante o Mês da Mulher e contou com a participação da Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias), além de órgãos do sistema de Justiça e entidades ligadas ao mercado de trabalho.
Promovido pelo Ministério Público do Trabalho em Rondônia e Acre (MPT) e pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), o evento abordou a relação entre dependência econômica e permanência em situações de violência. A proposta central foi ampliar o debate sobre alternativas que fortaleçam a independência feminina e incentivem a inserção no mercado de trabalho.
A programação incluiu exposições de projetos e iniciativas desenvolvidas por instituições como Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), Sebrae, Senac, Fecomércio, Sine, Sedec e outras entidades. As apresentações destacaram ações voltadas à qualificação profissional, geração de renda e apoio ao empreendedorismo feminino.
Durante o encontro, também foi realizada uma roda de conversa com o tema protagonismo feminino e independência financeira. Mulheres que superaram situações de violência compartilharam experiências relacionadas ao acesso ao emprego e à geração de renda, evidenciando caminhos para a reconstrução da autonomia.
O formato participativo permitiu a discussão de desafios como desigualdade de oportunidades, discriminação no ambiente de trabalho e dificuldades enfrentadas por mulheres em situação de vulnerabilidade. Os participantes ressaltaram a importância da atuação integrada entre instituições para ampliar o alcance das políticas públicas.
Representando a Semias, a secretária adjunta Tércia Marília apresentou iniciativas municipais voltadas à inclusão produtiva, como o Programa Recomeçar e o Banco Municipal de Oportunidades para Mulheres. As ações têm como objetivo promover capacitação e facilitar o acesso ao mercado de trabalho.
A iniciativa reforça a importância de políticas públicas que aliem acolhimento, qualificação e geração de renda como estratégias para garantir mais dignidade e reduzir a vulnerabilidade social, contribuindo para o enfrentamento da violência de gênero.




