Estudantes da rede pública de Rondônia foram selecionados para representar o estado na 40ª Mostratec – Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, que ocorre de 27 a 31 de outubro em Novo Hamburgo (RS). O grupo é autor do projeto Cathartes, um aplicativo voltado à coleta seletiva e educação ambiental.
O app foi criado pelos alunos João Victor, Francisco Ricardo e Jefferson Batista, da Escola Estadual Princesa Isabel, em Porto Velho. O desenvolvimento ocorreu no laboratório de informática da unidade, com orientação do professor Cleiton Bentes. A ferramenta permite registrar o peso de materiais recicláveis, como papelão e garrafas PET, gerando relatórios sobre os impactos ambientais positivos da ação, como preservação de árvores, economia de energia e redução de resíduos em aterros sanitários.
A iniciativa foi uma das 29 selecionadas na categoria Ensino Fundamental entre mais de 800 inscrições. Apenas nove projetos de escolas públicas foram escolhidos, sendo dois da Região Norte — um de Rondônia e outro do Amazonas.
O Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), garantirá o custeio das passagens aéreas dos alunos e do professor orientador, viabilizando a participação no evento, considerado um dos maiores da América Latina no campo da pesquisa científica estudantil.
O governador Marcos Rocha destacou o papel da educação pública no avanço de iniciativas como essa. “Ver nossos alunos representando Rondônia em um evento internacional é motivo de orgulho. Isso mostra que, quando investimos em educação, tecnologia e sustentabilidade, estamos preparando uma geração capaz de transformar o futuro do nosso estado e do país”, afirmou.
Para a secretária da Seduc, Albaniza Batista de Oliveira, os investimentos em tecnologia educacional têm gerado resultados concretos. “Equipamos os laboratórios escolares, distribuímos notebooks e promovemos formação continuada. O protagonismo dos alunos é reflexo desse esforço coletivo.”
O professor Cleiton Bentes ressaltou o impacto do projeto fora da sala de aula. “O Cathartes nasceu de uma ideia simples, mas com grande potencial transformador. O reconhecimento mostra que, com apoio, os estudantes são capazes de mudar realidades.”
A Escola Estadual Princesa Isabel foi recentemente reformada e recebeu novos equipamentos de informática, o que, segundo o professor, foi essencial para o desenvolvimento do aplicativo.
O aluno Francisco Ricardo relembrou os desafios iniciais. “No começo, não tínhamos muita experiência com computadores, mas aprendemos com a ajuda do professor Cleiton, que nos ensinou a usar ferramentas de tecnologia e inteligência artificial.”
A participação na Mostratec representa uma oportunidade de visibilidade nacional e internacional para o projeto Cathartes. A expectativa é que, a partir do evento, o aplicativo possa ser aprimorado e até replicado em outras escolas da rede pública como ferramenta de educação ambiental e sustentabilidade.




