A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) informou que Porto Velho contabiliza quatro casos confirmados de Mpox até fevereiro de 2026, além de duas notificações descartadas, e mantém monitoramento contínuo da situação epidemiológica no município.
Segundo a pasta, dois casos foram registrados no fim de dezembro de 2025 e evoluíram com alta médica. Outros dois foram confirmados neste mês de fevereiro e permanecem internados, em estado geral estável, cumprindo isolamento conforme os protocolos assistenciais.
Rede municipal em alerta
Desde janeiro, a rede municipal de saúde intensificou ações de vigilância e orientação nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A Semusa reforçou junto às equipes os procedimentos de notificação compulsória, fluxo de atendimento e manejo clínico da Mpox.
As diretrizes determinam que casos suspeitos sejam comunicados em até 24 horas por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (e-SUS Sinan). O protocolo também prevê isolamento do paciente até a cicatrização completa das lesões, medida considerada essencial para interromper a cadeia de transmissão.
O que é a Mpox
A Mpox é uma zoonose causada por vírus do gênero Orthopoxvirus. A doença se caracteriza principalmente pelo surgimento de erupções cutâneas ou lesões na pele, que podem atingir rosto, palmas das mãos, solas dos pés e outras regiões do corpo, incluindo mucosas e área genital.
Antes das lesões, é comum a manifestação de sintomas semelhantes aos de uma síndrome gripal, como febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e fadiga, geralmente por até três dias. As lesões evoluem em estágios sucessivos — mácula, pápula, vesícula, pústula e crosta — até a cicatrização.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas.
Sintomas mais frequentes
Entre os sinais clínicos mais relatados estão:
- Erupções cutâneas ou lesões na pele
- Ínguas (linfonodos inchados)
- Febre
- Dor de cabeça
- Dores no corpo
- Calafrios
- Fraqueza
Orientações à população
A Semusa orienta que pessoas com sintomas procurem uma Unidade Básica de Saúde ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica. A recomendação é evitar contato direto com lesões de outras pessoas e não compartilhar objetos de uso pessoal.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o acompanhamento da Mpox em Porto Velho é permanente, com vigilância ativa e preparação da rede assistencial para atendimento e controle de possíveis novos casos.




