A alegre e festiva passagem da Páscoa universal recomenda não apenas a celebração da gloriosa vitória do cristianismo por meio da nova vida, mas também a liberdade de contemplar e crer firmemente em um Deus redentor e na graça da salvação eterna.
É certo que a ressurreição de Jesus Cristo ocorreu muito antes da consolidação da Igreja Cristã Romana. Por essa razão, não se pode atribuir esse magno acontecimento a uma simples celebração litúrgica de uma única instituição religiosa. Afinal, diversas religiões, denominações e tradições também professam e reverenciam esse evento secular, como judaístas, confucionistas, ortodoxos, protestantes e até mesmo muçulmanos, ainda que sob diferentes perspectivas.
Tamanha é sua abrangência e adesão entre os povos, apesar de algumas divergências pontuais, como aqueles que defendem a vitória após a morte, a liberdade após a escravidão ou o recomeço da vida eterna. No entanto, tais diferenças não comprometem a essência da mensagem: a promessa do amor fraternal, na qual o Criador entrega seu Filho único como expressão suprema de amor à humanidade.
Sob uma reflexão mais aprofundada, a Páscoa representa a fé, a esperança duradoura, a legítima devoção e a crença no poder divino e espiritual. No plano material, seus preceitos estão fundamentados no respeito mútuo, na disciplina, nas boas maneiras e na retidão de conduta.
Na filosofia maçônica, ensina-se aos iniciados que devemos ser livres e de bons costumes. Isso nos conduz à compreensão de que, ao praticarmos o bem, nos afastamos do pecado e nos tornamos mais propensos a receber as bênçãos do Criador.
Como se vê, a doçura da Páscoa não está alicerçada apenas nos açucarados ovos de chocolate ou nas fartas mesas que simbolizam a paixão de Cristo. Está, sobretudo, na esplendorosa e magnânima vontade divina de indicar o caminho correto a ser trilhado rumo ao paraíso celeste.
Bem diferente das insanas guerras, que destroem patrimônios, ceifam vidas de inocentes, especialmente crianças, e disseminam medo e pânico por toda a humanidade.
Por Juvenil Coelho*
*O autor é jornalista e diretor do Instituto Phoenix de Pesquisa.




