O governo de Rondônia apresentou, nesta quarta-feira (12), durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), o Plano Futura – Rondônia Rumo ao Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo, que estabelece diretrizes para conciliar crescimento econômico e preservação ambiental nos próximos anos.
O anúncio foi feito pelo governador Marcos Rocha, que destacou os 11 pilares estratégicos do plano, entre eles energia limpa, industrialização verde, agricultura sustentável, educação ambiental e governança climática. A proposta busca posicionar Rondônia como um dos estados da Amazônia mais avançados na construção de uma economia verde e inclusiva.
O Plano Futura define metas para redução das emissões de carbono, uso racional dos recursos naturais e ampliação dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação. De acordo com o governo estadual, o objetivo é fortalecer políticas públicas voltadas à bioeconomia, à inovação tecnológica e à valorização das comunidades tradicionais.
Entre os projetos de destaque apresentados estão:
- ABC+ (Seagri): programa de baixo carbono voltado a produtores agrosilvopastoris;
- Auxílio Emergencial Climático (Seas): apoio financeiro a famílias afetadas por eventos climáticos extremos;
- Capacitação de Brigadistas Florestais (CBMRO): formação de indígenas para prevenção e combate a incêndios;
- Protege (Sedam): monitoramento ambiental por meio de dados geoespaciais;
- Recuperar (Sedam): restauração de mais de 1.400 nascentes e matas ciliares;
- Rondônia Carbon (Sedec/Sedam): metodologia de sequestro de carbono e geração de créditos ambientais;
- Sentinela (Setic): integração tecnológica para resposta a incêndios florestais;
- Operação Verde Rondônia (CBMRO): prevenção de queimadas e ações educativas;
- Diagnóstico Socioeconômico e Ambiental Indígena (SI): mapeamento de comunidades indígenas.
Durante a COP30, Marcos Rocha também participou do lançamento da Estratégia Amazônia 2050, iniciativa conjunta entre os nove estados da Amazônia Legal que propõe metas integradas de sustentabilidade e inovação. Outro destaque foi o Projeto Ativos Ambientais de Proteção Integral da Amazônia Legal, realizado em parceria com o Consórcio da Amazônia Legal (CAL) e a NatureFinance, com o objetivo de criar créditos de biodiversidade e incentivar os Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA).
No painel “Governança Climática Subnacional e Povos da Floresta”, o governador defendeu políticas integradas de gestão climática que valorizem o conhecimento tradicional e promovam governança participativa.
Segundo o secretário de Estado do Desenvolvimento Ambiental, Marco Antônio Lagos, a participação de Rondônia na COP30 reafirma o compromisso do estado com a agenda climática global. “O Plano Futura é uma política de Estado que projeta Rondônia para o cenário internacional, mostrando que é possível conciliar desenvolvimento econômico e proteção dos recursos naturais”, afirmou.




