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Transporte escolar fluvial no rio Madeira garante acesso à educação a estudantes ribeirinhos

Com 65 embarcações em operação, serviço do governo de Rondônia atende 900 alunos em comunidades do Rio Madeira

Por Redação
16 de outubro de 2025
Em Geral
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Transporte escolar fluvial no rio Madeira garante acesso à educação a estudantes ribeirinhos

Foto: Arthur Amaral / Secom

O governo de Rondônia mantém um sistema de transporte escolar fluvial que atende estudantes das redes estadual e municipal de Porto Velho. Com 65 embarcações em 63 rotas ativas, o serviço beneficia cerca de 900 alunos que vivem em comunidades ribeirinhas do médio e baixo rio Madeira, garantindo o acesso à escola em regiões de difícil locomoção.

O programa, segundo o governador Marcos Rocha, representa um investimento estratégico em educação e inclusão social. “O transporte fluvial é um ato de respeito às comunidades ribeirinhas e de contribuição com o futuro dos estudantes”, afirmou.

A secretária de Estado da Educação, Albaniza Batista de Oliveira, destacou que os recursos são aplicados na aquisição e reforma de embarcações, além da formação de pilotos e monitores. “Esse serviço demonstra o compromisso do governo com o bem-estar e o potencial de cada criança e jovem ribeirinho”, declarou.

A gerente de Transportes Escolares da Seduc, Miriam Mendes, ressaltou que o projeto também gera emprego e renda nas comunidades locais. “Os profissionais são ribeirinhos, o que fortalece o desenvolvimento social e garante segurança aos alunos que dependem do serviço”, explicou.

Um dos polos mais importantes do programa é o distrito de São Carlos, onde as embarcações percorrem os rios Madeira, Jamari, Verde e o Lago do Cuniã para transportar estudantes. O fiscal da empresa contratada, Júlio Cesar Maia, descreve o trajeto: “A rota começa no Jacaré Grande, passa por Agrovila Rio Verde e Foz do Jamari, até São Carlos. É um percurso de cerca de uma hora e vinte minutos subindo o rio”.

O transporte também se tornou um elo entre gerações. O piloto Sérgio Gaspar, ex-aluno do serviço, agora conduz uma das embarcações ao lado de Hélio Gonçalves, que o transportava na infância. Hoje, Sérgio leva sua filha Diana, de seis anos, para a escola. “Sou grato como ex-aluno, piloto e pai. Conhecemos o rio e cuidamos para que cada viagem seja segura”, disse.

Com 18 anos de experiência, Hélio afirma que a atual fase é uma das mais estruturadas do serviço. “O pagamento está em dia, a frota é nova e é gratificante ver os alunos crescerem e se formarem. É como se fossem da família”, relatou.

A monitora Clemir Souza, esposa de Hélio, também atua nas embarcações garantindo o uso dos coletes salva-vidas e o cuidado diário com as crianças. “Elas são cheias de energia, mas nos respeitam. A gente cria carinho por todas”, contou.

Histórias de superação

A estudante Fernanda de Oliveira, 17 anos, moradora da comunidade Terra Caída, está no 2º ano do Ensino Médio na Escola Juracy Lima Tavares, em São Carlos. Ela reconhece o impacto do transporte fluvial. “Se não fosse o barco, eu não estudaria. Meus pais não tiveram essa oportunidade, e quero ser pediatra para cuidar de crianças”, afirmou.

O colega Luiz Eduardo Silva, também de 17 anos, morador do entorno do Rio Verde, reforça a importância do serviço. “Sem o transporte, seria quase impossível estudar. Isso nos incentiva a valorizar mais os estudos. Quero ser engenheiro civil”, disse.

A diretora da escola EEEMF Profª Juracy Lima Tavares, Silvana Araújo de Souza, informou que 111 alunos estão matriculados, sendo 50 transportados pelo serviço fluvial. “A pontualidade e a segurança garantem o direito à educação, inclusive nas extensões da escola na Reserva do Cuniã”, destacou.

Em comunidades como São Carlos, Nazaré, Calama e Cujubim Grande, o transporte escolar fluvial mantém viva a esperança de novas gerações, unindo famílias, educadores e estudantes em torno do mesmo objetivo: assegurar o acesso à educação nas margens dos rios amazônicos.

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