Em uma iniciativa que reforça o compromisso com a inclusão social e o acesso universal à saúde, a Prefeitura de Porto Velho concluiu nesta segunda-feira (22) a entrega de nove voadeiras que vão atender comunidades ribeirinhas do baixo Madeira, tradicionalmente afetadas pela dificuldade de acesso a serviços públicos essenciais.
A solenidade aconteceu no Departamento de Almoxarifado e Patrimônio, no bairro Jardim Eldorado, marcando a entrega de seis novas embarcações. Outras três já haviam sido entregues anteriormente. As nove voadeiras foram adquiridas com recursos de uma emenda parlamentar da deputada federal Cristiane Lopes, no valor de R$ 825.594,00.
As primeiras localidades atendidas foram Cujubim Grande, Papagaios e Cavalcante. Agora, foram contemplados os distritos de Calama, São Miguel, Lago do Cuniã, Nova Esperança, além do Barco Hospital e da unidade de apoio do Dpetran.
O investimento permitirá maior presença das equipes de saúde — médicos, enfermeiros, vacinadores e agentes comunitários — em áreas isoladas, além de garantir apoio em situações de urgência e emergência. A medida fortalece a política de inclusão e aproxima os serviços públicos das populações historicamente marginalizadas pela distância geográfica.
“A saúde pública começa com acesso. Essas voadeiras vão garantir dignidade a quem vive longe do centro urbano. Estamos rompendo o isolamento e levando o Estado até quem mais precisa”, afirmou o prefeito Léo Moraes. Ele destacou ainda que a rede de saúde foi encontrada em estado crítico e que investimentos como esse são parte de uma reestruturação ampla, com foco em eficiência e alcance.
O secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, ressaltou que essa é a primeira vez que alguns distritos recebem embarcações próprias para transporte de equipes médicas e socorro. “É um passo histórico. Essas comunidades agora terão a estrutura necessária para garantir atendimento contínuo”, disse.
A deputada federal Cristiane Lopes, autora da emenda, lembrou que o transporte fluvial é, em muitos casos, a única forma de acesso à saúde para milhares de pessoas. “Essas voadeiras significam mais que mobilidade: são esperança de atendimento, de socorro, de dignidade.”
Para quem está na linha de frente do atendimento, a mudança é sentida na prática. A médica Jéssica Cunha, que atua em comunidades do baixo Madeira, relatou as dificuldades enfrentadas nos períodos de seca. “Nossa lancha não conseguia chegar a algumas localidades. Agora, com embarcações menores e mais potentes, poderemos atender famílias que antes estavam completamente isoladas”, contou.
A entrega das embarcações representa um avanço concreto na redução das desigualdades no acesso à saúde e mostra que políticas públicas voltadas à realidade amazônica podem transformar vidas quando aliadas à escuta das necessidades locais.




