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Queimadas em Rondônia mobilizam força-tarefa e entram em fase de combate

Órgãos ambientais, de segurança e fiscalização alinham ações para enfrentar incêndios florestais em áreas sensíveis do estado

Por Redação
2 de junho de 2026
Em Geral
Foto: GCI / MPRO

Foto: GCI / MPRO

A operação de enfrentamento às queimadas em Rondônia avançou para a fase de resposta a incêndios florestais, após o encerramento das atividades preventivas realizadas nos primeiros meses do ano. A mudança de etapa foi discutida nesta terça-feira (2), em Porto Velho, durante uma reunião que reuniu representantes de instituições estaduais e federais responsáveis por ações de proteção ambiental, fiscalização e segurança pública.

O encontro ocorreu na sede do Corpo de Bombeiros Militar e contou com a participação do Ministério Público de Rondônia (MPRO), Polícia Militar, Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e outros órgãos envolvidos no monitoramento e combate aos focos de incêndio.

Segundo os participantes, a atuação integrada entre as instituições será fundamental para ampliar a eficiência das operações durante o período de estiagem, especialmente em unidades de conservação e terras indígenas consideradas mais vulneráveis às queimadas.

Representando o Grupo de Atuação Especial em Defesa do Meio Ambiente (Gaema), o promotor de Justiça Pablo Hernandez Viscardi ressaltou a importância da troca de informações entre os órgãos para otimizar recursos e evitar sobreposição de esforços. Ele também defendeu medidas de responsabilização contra infratores ambientais como forma de reforçar a proteção dos ecossistemas afetados.

Ações preventivas alcançaram todos os municípios

Durante a reunião, o Corpo de Bombeiros apresentou um balanço das atividades realizadas na etapa preventiva, encerrada em 1º de junho. De acordo com os dados divulgados, foram promovidas 3.829 ações de orientação, fiscalização e conscientização, alcançando aproximadamente 67,9 mil pessoas nos 52 municípios rondonienses.

Com o início da nova fase operacional, as equipes já registram os primeiros atendimentos relacionados a incêndios florestais, o que reforça a necessidade de mobilização conjunta dos órgãos envolvidos.

Formação de brigadistas fortalece proteção em terras indígenas

Outro tema debatido foi o fortalecimento das brigadas indígenas que atuam diretamente na prevenção e no combate ao fogo dentro dos territórios tradicionais.

Em 2025, Rondônia já capacitou 186 brigadistas indígenas, número superior ao total registrado durante todo o ano anterior, quando 150 pessoas receberam treinamento. A iniciativa busca ampliar a capacidade de resposta em 22 territórios indígenas, onde vivem cerca de 21 mil pessoas distribuídas em aproximadamente 500 comunidades pertencentes a 56 povos.

A Superintendência Indígena, vinculada à Sedam, atua na articulação com as comunidades para facilitar o acesso das equipes de combate e agilizar o atendimento em situações de emergência.

Programa nacional prevê integração entre estados

Os representantes também discutiram a implementação do Projeto Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (RESPAD), iniciativa coordenada pela Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros (Ligabom) em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

O programa tem como objetivo fortalecer a cooperação entre os estados brasileiros em ocorrências de grande porte, permitindo apoio mútuo com compartilhamento de efetivo, equipamentos e viaturas.

Como parte das atividades, está prevista entre os dias 9 e 12 de junho a realização da Jornada RESPAD. A programação inclui capacitações teóricas no Teatro Estadual e um exercício prático de combate a incêndios florestais no Parque Estadual Guajará-Mirim. O simulado marcará o início oficial da Operação OVR em Rondônia.

Áreas prioritárias entram no radar das instituições

Durante a avaliação dos cenários de risco, os participantes apontaram regiões que exigem atenção especial das equipes de fiscalização e combate.

Entre elas está a Unidade de Conservação Soldado da Borracha, citada em razão do avanço da degradação ambiental. Já a Reserva Rio Preto Jacundá foi destacada pela existência de conflitos relacionados à ocupação irregular de áreas protegidas.

Na próxima reunião de coordenação, órgãos técnicos deverão apresentar novos dados meteorológicos, incluindo projeções sobre os efeitos do fenômeno El Niño, além de atualizações do Plano Integrado Multinível de Prevenção voltado à temporada de queimadas no estado.

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