O encerramento de 2025 confirma uma inflexão importante na condução do Estado brasileiro. Em meio a disputas políticas intensas, o governo Lula conseguiu sustentar uma agenda pública voltada à redução das desigualdades e à reconstrução do pacto social.
As mudanças mais perceptíveis surgiram na vida cotidiana da população. A queda dos preços de alimentos essenciais devolveu dignidade às famílias trabalhadoras e demonstrou que políticas econômicas ativas produzem efeitos concretos.
No cenário internacional, o Brasil recuperou protagonismo. A diplomacia presidencial atuou para preservar mercados estratégicos, proteger a produção nacional e reafirmar a autonomia do país diante de pressões externas.
No centro desse projeto está a reorientação do sistema tributário. A revisão do Imposto de Renda reduziu a carga sobre salários e ampliou a contribuição dos mais ricos, promovendo maior equilíbrio fiscal e social.
Essa redistribuição fortalece o mercado interno, impulsiona o comércio e amplia a capacidade de consumo da maioria, criando um ciclo virtuoso de crescimento com inclusão.
A viabilização dessas mudanças exigiu habilidade política. Mesmo sem maioria estável no Parlamento, o governo construiu acordos a partir de propostas com forte respaldo social.
No campo da segurança pública, o foco deixou de ser apenas repressivo. O enfrentamento ao crime passou a mirar suas estruturas financeiras, rompendo com uma lógica histórica de seletividade penal.
A proposta de integração nacional da segurança pública avança na consolidação de políticas permanentes, baseadas em cooperação federativa e planejamento de longo prazo.
Os investimentos em infraestrutura e desenvolvimento regional reafirmaram o compromisso com um Brasil menos desigual, especialmente nas áreas historicamente negligenciadas pelo poder público.
Ao final de 2025, o saldo é político e civilizatório. O governo consolida um caminho que fortalece a democracia, amplia direitos e recoloca a maioria como prioridade do Estado.
Por Josimar Santos*
*Josimar Santos é editor do Rondônia Press, jornalista e acadêmico de Ciência Política.




