A pesquisa para o Governo de Rondônia divulgada pelo instituto Real Time Big Data coloca Marcos Rogério (PL) na liderança da corrida eleitoral e confirma que a sucessão estadual permanece em aberto. Afinal, liderar uma sondagem realizada antes da campanha é suficiente para garantir favoritismo até a eleição? A experiência política demonstra que não. Pesquisas retratam o momento, mas não antecipam o resultado das urnas.
Os números mostram que Marcos Rogério inicia a disputa em posição privilegiada, resultado de sua ampla visibilidade e de sua presença consolidada no cenário político estadual. Estar à frente neste estágio representa uma vantagem importante, mas ainda distante de qualquer garantia de vitória.
O levantamento também evidencia que Adaílton Fúria (PSD) figura entre os candidatos mais competitivos da disputa. No cenário de segundo turno, ele aparece no confronto mais equilibrado com o líder da pesquisa, indicando que a sucessão estadual ainda está aberta e poderá sofrer mudanças ao longo da campanha.
Esse cenário ganha ainda mais relevância porque a diferença entre os dois principais nomes permanece dentro da margem de erro. O empate técnico demonstra que a disputa segue competitiva e que nenhum dos pré-candidatos pode ser considerado favorito absoluto neste momento.
Outro aspecto que merece atenção é o elevado índice de rejeição registrado por Marcos Rogério. Liderar as intenções de voto e, ao mesmo tempo, concentrar maior resistência entre parte do eleitorado revela um desafio comum em eleições majoritárias e que exigirá estratégias capazes de ampliar sua aceitação.
Na prática, campanhas vitoriosas não dependem apenas da liderança nas pesquisas. Também exigem capacidade de reduzir rejeições, conquistar eleitores indecisos e apresentar propostas que dialoguem com diferentes segmentos da sociedade.
Os demais pré-candidatos, como Hildon Chaves (União Brasil), Expedito Netto (PT) e Samuel Costa (PSB), aparecem em um segundo bloco da disputa. Embora ainda distantes dos dois primeiros colocados, o cenário permanece dinâmico e poderá ser alterado pelas alianças políticas, pelo desempenho dos candidatos e pelos acontecimentos que antecederão a campanha oficial.
Também chama atenção o percentual de eleitores indecisos e daqueles que manifestam intenção de votar em branco ou anular o voto. Em disputas equilibradas, esse contingente costuma exercer influência decisiva, especialmente à medida que o debate eleitoral ganha intensidade.
Mais do que apontar favoritos, a pesquisa oferece um retrato do atual momento político de Rondônia. Ela permite compreender as tendências iniciais da sucessão estadual, mas não elimina as incertezas que caracterizam qualquer processo eleitoral.
A pesquisa para o Governo de Rondônia mostra Marcos Rogério na liderança, mas evidencia que a eleição de 2026 continua aberta e competitiva. O resultado final dependerá menos das fotografias captadas pelos levantamentos e muito mais da capacidade dos candidatos de convencer o eleitor durante a campanha e transformar intenção de voto em confiança nas urnas.
Por Josimar Santos*
*O autor é editor do Rondônia Press.
**Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Rondônia Press.
