Antes de entrar na política, Dr. Caio Machado passou mais de 20 anos trabalhando na área da saúde e conhecendo de perto diferentes realidades de Rondônia e da Amazônia. Foi nas comunidades, muitas vezes distantes dos grandes centros, que construiu parte da trajetória que agora pretende levar para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Cirurgião-dentista, Caio começou sua atuação ainda durante a faculdade, participando de ações de atendimento no distrito de São Carlos, em Porto Velho. Em 2006, passou a participar de atividades desenvolvidas pelo NAPRA (Núcleo de Apoio à População Ribeirinha da Amazônia), voltadas às populações ribeirinhas.
Em 2014, durante a grande cheia do Rio Madeira, acompanhou de perto a situação de famílias afetadas pela enchente. A experiência contribuiu para a criação da Doutores da Amazônia, instituição que nasceu no distrito de Nazaré, em Porto Velho, e passou a levar profissionais, equipamentos e atendimentos de saúde para comunidades indígenas, ribeirinhas e localidades isoladas.
Ao longo dos anos, as ações chegaram a diferentes comunidades da Amazônia Legal, com atendimentos médicos, odontológicos, oftalmológicos e de enfermagem. Mais do que levar profissionais e equipamentos para regiões distantes, o trabalho também fez com que Caio mantivesse contato próximo com pessoas que enfrentam, diariamente, dificuldades para acessar serviços básicos de saúde.
É dessa convivência que vem uma das principais inquietações que ele leva para a política. Ao retornar a comunidades onde já esteve outras vezes, Caio diz encontrar problemas que continuam presentes.
“Estou cansado de enxugar gelo”, afirma, ao falar sobre voltar aos mesmos lugares e perceber que muitas das dificuldades relacionadas à saúde ainda não foram resolvidas.
Compromissos de Dr. Caio Machado na saúde
Agora, como candidato a deputado federal, Caio apresenta um conjunto de compromissos que pretende transformar a experiência acumulada nas comunidades em políticas públicas para Rondônia, atuando na legislação, na defesa de recursos federais e na fiscalização dos serviços.
O primeiro compromisso é o “Tempo é Vida”, um modelo de financiamento voltado à urgência e emergência que considere as características da Amazônia. A proposta prevê defender recursos federais que levem em conta as distâncias, os rios, as condições das estradas e o tempo necessário para chegar até os pacientes. Entre as medidas estão o fortalecimento do SAMU 192 e das centrais de regulação, o financiamento de ambulâncias 4×4, ambulanchas, transporte aeromédico, geolocalização, telemedicina e capacitação de profissionais para situações de emergência.
A segunda frente é o “Saúde Perto de Casa”, que propõe ampliar o atendimento em comunidades ribeirinhas e indígenas, distritos, bairros periféricos e municípios mais distantes. A proposta inclui equipes móveis e fluviais, consultas e exames itinerantes, telemedicina, transporte sanitário e atendimento com especialistas, além de acompanhamento dos pacientes após as ações. Entre as prioridades estão ainda a ampliação dos exames oftalmológicos e da oferta de óculos e o cuidado com a saúde mental, com psicólogos nas equipes multiprofissionais e atendimento por telepsiquiatria.
Na saúde bucal, o “Rondônia Sorridente” propõe ampliar as ações do Brasil Sorridente no estado. A proposta prevê fortalecer as equipes de saúde bucal, ampliar unidades odontológicas móveis e fluviais e oferecer prevenção e tratamento, inclusive para crianças. Também estão previstas a ampliação da oferta de próteses dentárias, o diagnóstico precoce do câncer de boca e a regionalização dos Centros de Especialidades Odontológicas, com uso de tecnologias para auxiliar diagnósticos, prontuários eletrônicos e análise de dados.
Em muitos locais onde Caio atuou, o acesso exigia percorrer igarapés, estradas difíceis e até subir barrancos. A experiência, segundo ele, mostrou que as políticas de saúde precisam considerar as características de cada território, incluindo as regiões periféricas e mais afastadas dos centros urbanos.
É essa vivência de mais de duas décadas que Caio pretende levar ao Congresso, com propostas para ampliar o atendimento, defender recursos federais e fiscalizar sua aplicação em Rondônia.
Depois de 56 missões levando atendimento a diferentes regiões do estado, Caio define a candidatura como o início de uma nova fase: a 57ª missão.






