O Ministério Público de Rondônia (MPRO) e forças de segurança estaduais e federais deflagraram nesta segunda-feira (11) a Operação Audácia IX, voltada ao combate de organizações criminosas com atuação em Rondônia. A operação ocorre de forma integrada em diferentes estados e envolve o cumprimento de mandados judiciais, além de ações de patrulhamento e recaptura de foragidos.
A ofensiva é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRO, em conjunto com a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Técnico-Científica (Politec), Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senapen) e Exército Brasileiro.
Segundo os órgãos envolvidos, a operação prevê o cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão e 34 mandados de prisão. As ações ocorrem em Porto Velho — com foco nos distritos de Nova Califórnia, Extrema, Vista Alegre do Abunã e Abunã — além dos municípios de Candeias do Jamari e São Miguel do Guaporé, em Rondônia. Também há diligências em Rio Branco e Plácido de Castro, no Acre, Pacatuba, no Ceará, e Catanduvas, no Paraná.
As ordens judiciais foram autorizadas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho e fazem parte de um Procedimento Investigatório Criminal instaurado para apurar suposta atuação de organização criminosa no estado, além de outros crimes identificados durante as investigações.
A operação também busca localizar foragidos da Justiça e cumprir mandados registrados no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). As equipes ainda atuam na repressão de crimes que possam ser constatados durante as abordagens e patrulhamentos, como tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo, receptação e posse de munições.
Mais de 300 agentes participam da força-tarefa, incluindo integrantes dos Gaecos de Rondônia, Acre e Ceará, além de unidades especializadas da Polícia Militar, Polícia Penal, Politec e Exército Brasileiro.
De acordo com o MPRO, o nome “Audácia IX” faz referência ao comportamento de investigados que, segundo as apurações, utilizariam redes sociais para divulgar armas de fogo, dinheiro, drogas e conteúdos associados a facções criminosas. Conforme as investigações, as publicações demonstrariam afronta às forças de segurança e tentativa de intimidação em regiões sob influência dos grupos criminosos.




