A Prefeitura de Porto Velho iniciou a construção do Pocket Park Jacaré, segundo espaço do projeto-piloto de pocket parks implantado na capital. O novo parque está sendo construído entre as ruas Abacateiro e Algodoeiro, no bairro Cohab, na Zona Sul, em uma área que anteriormente não tinha uso definido e apresentava problemas relacionados ao descarte irregular de resíduos.
Nesta primeira fase, os trabalhos incluem limpeza e nivelamento do terreno, construção de meio-fio, execução do piso e instalação de bancos. A proposta é transformar o espaço em um ponto de convivência, permanência e paisagismo para os moradores da região.
Área degradada ganha nova função
Segundo o secretário executivo de Serviços Básicos, Giovanni Marini, a escolha do local considerou as características do terreno e a necessidade de recuperar uma área urbana que vinha sendo pouco aproveitada.
“É uma área urbana degradada, suscetível ao descarte irregular de resíduos, e que está em uma confluência de ruas. O caimento do terreno favorece a absorção da água e o Pocket Park também vai contribuir para o amortecimento dos impactos causados pelo acúmulo de água. Além disso, levamos essa intervenção para a Zona Sul, uma região populosa e que ainda possui poucos espaços dessa natureza”, explicou.
A intervenção busca, portanto, dar uma nova finalidade ao terreno e criar um ambiente destinado à circulação, convivência e permanência da população.
Projeto usa referências do bairro e da cultura local
O Pocket Park Jacaré mantém a proposta adotada no primeiro espaço do projeto, o Pocket Park Paneiro, entregue anteriormente pela Prefeitura. No primeiro caso, o conceito foi inspirado no paneiro, objeto associado à cultura amazônica.
Para o novo espaço, o arquiteto e urbanista Alecsander de Souza, assessor executivo da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), utilizou como referência elementos relacionados ao próprio local.
De acordo com o arquiteto, o nome pelo qual a área já era conhecida e o formato do terreno, que lembra a cauda de um jacaré, deram origem ao conceito do projeto. A inspiração foi levada para as formas das escamas do animal.
“Eu não quero desenhar um jacaré. Quero interpretar aquilo que caracteriza o jacaré e transformar essa referência em espaço”, afirmou Alecsander.
Árvore existente será integrada ao espaço
A composição arquitetônica utiliza círculos, arcos e linhas radiais inspirados na geometria das escamas. Esses elementos aparecem no piso, nos bancos, nos canteiros e em outras partes do parque, ajudando também a organizar as áreas de circulação e convivência.
Uma árvore que já existia no terreno foi preservada e incorporada ao projeto. Ela ficará no centro da composição, com os bancos dispostos ao seu redor.
“A árvore já estava ali. Em vez de competir com ela, o projeto parte dela. A arquitetura se organiza ao redor daquilo que o lugar já possui”, explicou o arquiteto.
Projeto amplia espaços de convivência na Zona Sul
A implantação do Pocket Park Jacaré integra as ações da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) e da Secretaria Executiva de Serviços Básicos (Sesb), para recuperar áreas urbanas sem utilização definida e transformá-las em espaços com novas funções.
Para o prefeito Léo Moraes, a iniciativa demonstra como pequenos terrenos podem ser reaproveitados para melhorar o uso dos espaços urbanos.
“Temos espaços dentro da cidade que podem ser recuperados e devolvidos à população com uma nova função. O Pocket Park é uma forma de aproveitar essas áreas e criar locais que façam parte do dia a dia dos moradores”, destacou.











