A Prefeitura de Porto Velho iniciou o mapeamento de riscos e o diagnóstico da segurança hídrica em comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira e na zona rural do distrito-sede. Coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), a ação busca identificar vulnerabilidades no abastecimento e na qualidade da água antes do avanço do período de estiagem.
Diagnóstico orienta medidas preventivas
O trabalho é realizado por equipes da Divisão de Vigilância, Licenciamento e Risco Sanitário (Dvisa/Semusa), por meio do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiágua).
A iniciativa prevê a avaliação das condições da água utilizada pela população, dos padrões de potabilidade e dos sistemas e soluções alternativas de abastecimento existentes nas comunidades.
O Vigiágua é um programa do Ministério da Saúde regulamentado pela Portaria GM/MS nº 888/2021. A política estabelece procedimentos de monitoramento e fiscalização destinados a reduzir riscos relacionados ao consumo de água contaminada.
A partir das informações coletadas em campo, as equipes poderão identificar pontos de vulnerabilidade, orientar moradores e subsidiar medidas destinadas a evitar problemas de saúde associados à falta ou à contaminação da água.
Trabalho terá novas etapas em agosto
A primeira etapa da missão de campo foi concluída no domingo (8). O levantamento terá continuidade nas próximas semanas, com uma segunda fase programada para 16 a 22 de agosto e uma terceira prevista para 31 de agosto a 4 de setembro.
Os dados obtidos no primeiro ciclo serão consolidados pelas equipes técnicas da Dvisa/Semusa e utilizados no planejamento das etapas seguintes.
A avaliação considera especialmente as condições de abastecimento de água para consumo humano em localidades rurais e ribeirinhas, onde as características de acesso e distribuição podem exigir estratégias específicas durante o período seco.
Prefeitura busca antecipar impactos da estiagem
O prefeito Léo Moraes destacou que o levantamento permite ao município conhecer antecipadamente as condições enfrentadas pelas comunidades e organizar medidas para o período de estiagem.
“Estamos antecipando os desafios para garantir mais segurança e qualidade de vida às comunidades ribeirinhas e rurais. Conhecer de perto a realidade dessas localidades nos permite agir com planejamento e responsabilidade, fortalecendo as ações de prevenção e assegurando o acesso à água potável para a nossa população”, afirmou.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, ressaltou que a identificação antecipada das necessidades facilita a definição de respostas para garantir a continuidade do abastecimento.
Segundo a gestora, o diagnóstico permite reunir informações sobre a realidade das comunidades antes que o período seco se intensifique.
Vigilância acompanha qualidade da água
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS/Semusa), Geisa Brasil Ribeiro, explicou que o trabalho busca identificar fatores que possam comprometer o acesso à água segura.
“Nossa missão é identificar antecipadamente as vulnerabilidades no abastecimento de água para consumo humano. Para isso, o Vigiágua atua avaliando a qualidade da água consumida pela população, monitorando os padrões de potabilidade, identificando fatores de risco à saúde e examinando a integridade dos sistemas e soluções alternativas de abastecimento”, explicou.
De acordo com a diretora, os resultados do levantamento poderão orientar ações preventivas e recomendações aos moradores, além de contribuir para reduzir o risco de doenças relacionadas à escassez ou à contaminação da água.
Com a continuidade das missões de campo, a Prefeitura de Porto Velho pretende ampliar o diagnóstico das condições de abastecimento nas comunidades do Baixo Madeira e na zona rural, utilizando os dados coletados para orientar o planejamento das políticas públicas durante a estiagem.






