Porto Velho registrou uma redução de 52,3% nos casos de sífilis congênita entre o pico de ocorrências em 2022 e o total contabilizado em 2025. O resultado é associado ao fortalecimento do pré-natal, à ampliação dos testes rápidos e ao início oportuno do tratamento de gestantes acompanhadas pela rede municipal de saúde.
A estratégia ganha destaque durante o Outubro Verde, campanha nacional de conscientização sobre a sífilis e sua transmissão da mãe para o bebê. Na capital e nos distritos, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) disponibiliza testagem gratuita e tratamento com penicilina benzatina nas unidades de saúde, com o objetivo de prevenir complicações na gestação e proteger os recém-nascidos.
Diagnóstico precoce contribui para reduzir a transmissão
Os dados da vigilância epidemiológica mostram que o número de gestantes diagnosticadas e acompanhadas pela rede municipal passou de 214, em 2021, para 395, em 2025, um crescimento de 84,6% na identificação dos casos. A ampliação da detecção permite iniciar o tratamento durante a gravidez e reduzir o risco de transmissão da bactéria ao bebê.
No mesmo período, os registros de sífilis congênita caíram de 44 casos, em 2022, para 21, em 2025. Os dados parciais de 2026, conforme o acompanhamento da vigilância epidemiológica, indicam a continuidade das ações preventivas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas maternidades.
A sífilis congênita ocorre quando a bactéria causadora da doença passa da gestante para o bebê durante a gravidez ou no parto. Sem diagnóstico e tratamento adequados, a infecção pode provocar consequências graves, como perda gestacional, nascimento prematuro e sequelas na criança.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância de manter a estrutura da atenção básica preparada para atender gestantes e famílias.
“O Outubro Verde reforça a importância de cuidarmos da saúde da mãe e do bebê desde o início da gravidez. Nossas unidades estão preparadas e abastecidas para oferecer o diagnóstico precoce e garantir que os bebês nasçam com saúde”, afirmou.
Tratamento do casal ajuda a evitar reinfecção
Além da testagem e do tratamento da gestante, a participação do parceiro sexual é uma medida importante para interromper a transmissão da sífilis. Quando apenas a mulher recebe o tratamento, existe o risco de reinfecção durante a gravidez, o que pode comprometer a saúde do bebê.
A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, explicou que o teste rápido integra os exames oferecidos no início do pré-natal. Quando o resultado é positivo, a paciente deve iniciar o tratamento indicado pela equipe de saúde, enquanto o parceiro precisa ser testado e, se necessário, tratado.
“O teste rápido é um dos primeiros exames oferecidos quando a mulher inicia o pré-natal na unidade de saúde. Se a gestante testar positivo, o tratamento é imediato e seguro. No entanto, para evitar que a mãe seja reinfectada durante a gravidez e venha a transmitir a doença ao bebê, o parceiro sexual precisa ser testado e tratado ao mesmo tempo. Tratar o casal é a única forma de garantir a eliminação da sífilis congênita em Porto Velho”, destacou a secretária.
Teste rápido está disponível gratuitamente nas UBSs
A testagem para sífilis é oferecida gratuitamente durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde de Porto Velho. O exame é sigiloso e apresenta resultado em aproximadamente 15 a 20 minutos, facilitando a identificação da infecção e o encaminhamento para atendimento.
Para realizar o teste ou iniciar o pré-natal, a orientação é procurar a UBS mais próxima, levando documento oficial com foto e Cartão do SUS ou CPF.
A realização dos exames no período recomendado da gestação, o cumprimento do tratamento prescrito e o acompanhamento da gestante e de seu parceiro são medidas fundamentais para prevenir a transmissão da doença e reduzir os riscos para mães e bebês.






