A estiagem já afeta 85 comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas de Porto Velho, levando a Prefeitura a intensificar as ações de assistência e monitoramento nas regiões atingidas pela redução do nível do rio Madeira. A operação S.O.S. Estiagem mobiliza equipes de diferentes secretarias municipais para avaliar as necessidades das famílias e distribuir itens essenciais, considerando as dificuldades de acesso a cada localidade.
O levantamento é atualizado continuamente e considera atingida qualquer comunidade onde pelo menos uma família tenha sofrido os efeitos da seca. Como a intensidade dos impactos varia entre as localidades, o município mantém o acompanhamento das condições de abastecimento e das necessidades dos moradores.
Operação reúne equipes por rotas terrestres e fluviais
Coordenada pelo tenente-coronel Marcelo Duarte, a operação S.O.S. Estiagem organiza forças-tarefas para atender às comunidades por vias terrestres e fluviais. As ações começaram antes mesmo da publicação do decreto municipal de situação de emergência, com o objetivo de antecipar o suporte às populações afetadas.
Segundo a coordenação da operação, as equipes já distribuíram água potável e cestas básicas nas comunidades do Baixo Madeira, com exceção de Calama e São Carlos, que não estavam incluídas nessa etapa de atendimento antecipado.
“Dividimos os trabalhos em forças-tarefas que atuam de maneira terrestre e fluvial. Todas as comunidades do Baixo Madeira, com exceção de Calama e São Carlos, receberam água potável e cestas básicas de maneira antecipada”, afirmou Marcelo Duarte.
A distribuição busca reduzir os efeitos da estiagem sobre o abastecimento de água e de alimentos, especialmente nas áreas em que a queda do nível do rio dificulta o transporte de produtos e o deslocamento das equipes.
Prefeitura monitora necessidades das famílias
O trabalho inclui visitas às localidades, avaliação dos impactos e organização das próximas etapas de assistência. O planejamento leva em conta as condições de navegação, as rotas de acesso e as demandas identificadas durante o acompanhamento das comunidades.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância da atuação conjunta para ampliar a presença do poder público nas áreas mais afetadas.
“É com inteligência, empatia com a dor do outro e muita dedicação que conseguimos nos antecipar e fazer a prefeitura presente nas áreas mais impactadas. Nossa meta é que 100% dessas localidades sejam atendidas. Estamos atentos e atuantes para apoiar a população ribeirinha”, declarou.
A administração municipal afirma que pretende alcançar todas as localidades identificadas no levantamento, mantendo o monitoramento para direcionar os recursos e as equipes conforme a evolução da seca.
Situação de emergência foi reconhecida
Porto Velho declarou situação de emergência em razão da estiagem por meio do Decreto nº 22.515/2026. O município também informou ter obtido o reconhecimento federal da situação, medida que pode viabilizar a solicitação de recursos para ações de resposta e assistência humanitária, conforme os procedimentos da Defesa Civil Nacional.
Com o reconhecimento, a Prefeitura poderá buscar apoio para atender às necessidades das famílias afetadas, incluindo o fornecimento de água, alimentos e outros itens essenciais.
Enquanto persistirem os efeitos da seca, as equipes municipais devem continuar monitorando as comunidades e organizando as ações de atendimento de acordo com as condições de cada região.











