O nível do rio Madeira em Porto Velho chegou a 2,46 metros, conforme dados de monitoramento informados pela Defesa Civil Municipal. A marca está 1,47 metro abaixo da média de outubro, de 3,93 metros, e exige atenção de pescadores, navegantes e moradores que dependem do rio para trabalhar e se deslocar entre comunidades ribeirinhas.
A redução do volume de água pode expor obstáculos antes submersos, como bancos de areia e pedras, além de alterar as condições dos canais de navegação. Diante desse cenário, a Prefeitura de Porto Velho orienta a população a reforçar os cuidados para evitar acidentes durante a estiagem.
Nível baixo aumenta riscos para embarcações
Com a diminuição da profundidade, trechos utilizados habitualmente para navegação podem apresentar mudanças que dificultam o deslocamento. O risco de encalhamento, colisões e danos às embarcações aumenta, sobretudo em áreas rasas, locais pouco conhecidos ou pontos com correnteza intensa.
A Defesa Civil recomenda que proprietários e condutores verifiquem as condições do percurso antes de sair e mantenham atenção redobrada durante a navegação. A orientação é evitar manobras arriscadas e priorizar a segurança, especialmente no uso de pequenas embarcações.
O prefeito Léo Moraes destacou a importância da prevenção para proteger as pessoas que vivem e trabalham nas proximidades do Madeira.
“O Rio Madeira faz parte da vida de muitas famílias de Porto Velho. Neste período de águas baixas, a informação e a prevenção são fundamentais para evitar acidentes. Nossa Defesa Civil segue orientando a população para que todos possam realizar suas atividades com mais segurança”, afirmou.
Pescadores devem evitar barrancos instáveis
Os cuidados durante a estiagem também se estendem às atividades realizadas nas margens do rio. A redução do nível da água pode deixar expostas áreas de sedimentos pouco consolidados, conhecidas como falsos barrancos.
Embora aparentem firmeza, essas formações podem ceder e provocar quedas, principalmente quando recebem o impacto da chuva ou sofrem alterações nas condições do solo.
Por esse motivo, a Defesa Civil orienta pescadores e moradores a não permanecerem sobre barrancos instáveis ou muito próximos das bordas. Também é recomendado evitar o apoio de equipamentos e a realização de atividades de pesca nesses locais.
O superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, Marcos Berti, ressaltou que a mudança nas condições do rio exige atenção de quem utiliza a via fluvial diariamente.
“Quem utiliza o rio diariamente precisa observar as condições de cada trecho antes de sair. Com a água mais baixa, obstáculos podem representar riscos para as embarcações. Nossa orientação é evitar situações perigosas e priorizar sempre a segurança”, alertou.
Medição representa a área urbana de Porto Velho
A Defesa Civil esclarece que o registro de 2,46 metros corresponde à régua de monitoramento utilizada como referência para a área urbana de Porto Velho. Isso significa que o nível informado não representa necessariamente as condições de todo o curso do rio Madeira.
Ao longo de sua extensão, a profundidade, a correnteza e as condições de navegação podem variar. Por isso, moradores de comunidades ribeirinhas devem considerar as características específicas de cada trecho e redobrar a atenção ao realizar deslocamentos ou atividades de trabalho.
Defesa Civil atende pelo telefone 199
Em situações de risco ou ocorrências relacionadas à estiagem, a população pode entrar em contato com a Defesa Civil Municipal pelos telefones 199 ou (69) 98473-2112.
A adoção de medidas preventivas é fundamental para reduzir acidentes durante o período de águas baixas, especialmente entre as famílias que dependem do rio Madeira para pesca, transporte e outras atividades cotidianas.











