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Hildon afirma que gestão caótica da saúde fez mortalidade materno-infantil disparar

Relatório do TCE denuncia falhas graves na gestão da política materno-infantil do Governo de Rondônia; aumento preocupante da mortalidade materna e neonatal poderia ter sido evitado, destaca Hildon Chaves

Por ASCOM
12/08/2026
Em Política
Foto: Assessoria de Comunicação

Foto: Assessoria de Comunicação

O Tribunal de Contas do Estado, ao analisar a prestação de contas do exercício de 2025, detectou uma série de irregularidades na gestão da saúde do Governo do Estado. O relatório observou graves falhas na coordenação da política materno-infantil, que resultaram num aumento preocupante dos casos de mortalidade materna e neonatal em Rondônia. Cobertura insuficiente de exames essenciais, concentração excessiva de serviços especializados e dificuldades de acesso em várias regiões do Estado foram alguns dos motivos apontados na análise do tribunal.

Para o ex-prefeito de Porto Velho e candidato ao Governo do Estado pela Federação União Progressistas, Hildon Chaves, é “inaceitável que a incompetência administrativa dos gestores seja a causa da perda de vidas de mães e recém-nascidos rondonienses. Na vida pública não há espaço para achismos”, disparou. “Faremos um diagnóstico da saúde com o compromisso de investir na construção de novos hospitais e centros de atendimento nos locais certos, provendo um atendimento digno para a nossa população”.

O relatório do TCE apontou que Rondônia possui a segunda pior taxa de mortalidade infantil do Brasil, atrás apenas do Amapá. Foram 17 óbitos de crianças com até um ano de idade em Rondônia, enquanto a média brasileira é de 10 óbitos a cada mil nascimentos. A mortalidade de mães e bebês também é o dobro da meta nacional. Mais de um terço das mortes de recém-nascidos foram causados por cuidados inadequados. Cerca de 74% dos óbitos de bebês poderiam ter sido evitados, assim como mais de um terço dos óbitos maternos foram por causas evitáveis, como infecção urinária, diabetes e hipertensão.

LONGE DO IDEAL

O padrão ideal é de sete consultas durante a gestação, iniciando antes da 12ª semana, mas 2.880 gestantes rondonienses tiveram o início tardio e 1.250 grávidas não fizeram nenhuma consulta pré-natal. Tudo isso resultou em mais de 30% das mortes de recém-nascidos em Rondônia. A mortalidade de gestantes é a pior desde 2006. São 62 casos por 100 mil, enquanto a meta no país não passa de 30. Em relação aos bebês, são nove óbitos por mil, enquanto a meta nacional é de cinco.

A falta de uma UTI neonatal no Estado é outra grave deficiência. A concentração de UTIs na capital leva mães e bebês a longas viagens, que chegam a mais de 800 quilômetros. Além disso, menos de 10% das grávidas têm acesso a uma ultrassonografia. Quase 60% tiveram que recorrer a atendimentos particulares.

Além de resolver a grave questão relacionada às gestantes e bebês, Hildon também assumiu o compromisso de retirar as ambulâncias e ônibus com pacientes das estradas. “Houve um crescimento recorde no número de veículos que transportam médicos, enfermeiros e pacientes do interior para atendimento hospitalar nos maiores centros do Estado. É uma política fadada ao fracasso, que representa basicamente duas coisas: um enorme desperdício de dinheiro público e a perda de vidas e o sofrimento de muitas famílias rondonienses”, denunciou. “Fico imaginando que alguém pode estar lucrando com esse caos”, provocou.

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