Porto Velho registrou redução nas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre 1º de janeiro e 5 de setembro de 2026, segundo dados epidemiológicos parciais da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Na comparação com o mesmo período de 2025, as internações por Influenza passaram de 113 para 51 casos, enquanto os registros relacionados à Covid-19 caíram de 62 para 20.
A redução também aparece entre pacientes hospitalizados por outros vírus respiratórios, que passaram de 271 para 160 ocorrências. Os casos associados a outros agentes etiológicos tiveram queda de 58 para três registros. Já as hospitalizações por agentes não especificados permaneceram próximas, com variação de 292 para 304 ocorrências.
Indicadores mostram redução nos casos graves
Os números analisados pela Semusa correspondem às notificações de casos graves que demandaram hospitalização. A secretaria ressalta que esses dados não representam todos os atendimentos realizados na rede municipal por problemas respiratórios.
Na Atenção Básica, pacientes com sintomas leves são atendidos diariamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF), com os registros realizados nos prontuários individuais.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, o acompanhamento dos indicadores permite direcionar as ações da rede e manter a estrutura preparada mesmo diante da redução das internações.
“Acompanhamos de perto os indicadores para orientar nossas ações de saúde. Na Atenção Básica, nas nossas UBS e USF, os atendimentos para quadros leves ocorrem diariamente e são registrados diretamente no prontuário individual do paciente. O monitoramento epidemiológico consolidado, no entanto, é focado nas notificações compulsórias dos casos graves que exigem hospitalização. Por isso, mesmo com a queda nas internações, a rede permanece em alerta e estruturada para acolher a população”, explicou.
Estiagem exige cuidados com a saúde
Apesar do cenário de redução das hospitalizações, a Semusa reforça que o período de seca e fumaça pode favorecer o surgimento ou agravamento de desconfortos respiratórios. Tosse seca, crises alérgicas e irritações nas vias aéreas estão entre os problemas que podem ocorrer nesse período.
O prefeito Léo Moraes destacou que os resultados positivos não eliminam a necessidade de manter as medidas preventivas, principalmente entre grupos mais vulneráveis.
“A redução nas internações é um resultado positivo, mas não significa que podemos baixar a guarda. Estamos fortalecendo o monitoramento e as ações de saúde para garantir atendimento à população, principalmente às crianças, aos idosos e às pessoas mais vulneráveis. A prevenção e o cuidado precisam continuar presentes no dia a dia”, afirmou.
Vigilância acompanha circulação de vírus
O monitoramento epidemiológico é utilizado pela Semusa para acompanhar a ocorrência de doenças e identificar alterações no cenário de saúde do município. As notificações compulsórias de casos graves ajudam a dimensionar o impacto das doenças respiratórias sobre a rede hospitalar.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, Geisa Brasil, explica que o acompanhamento dos dados também é relacionado às condições ambientais enfrentadas durante o período de estiagem.
“O monitoramento epidemiológico dos agravos de notificação compulsória é o que nos permite mapear a circulação viral e o impacto real dos casos graves no sistema de saúde. Paralelamente, mantemos o acompanhamento das condições meteorológicas e da qualidade do ar para emitir alertas precoces e orientar a comunidade sobre a redução dos riscos”, pontuou.
Saúde mantém ações em áreas urbanas e rurais
Além do acompanhamento realizado na área urbana, a Semusa desenvolve ações de mapeamento de riscos e diagnóstico da segurança hídrica em comunidades ribeirinhas do Baixo Madeira e na zona rural de Porto Velho.
As equipes também orientam moradores sobre medidas de proteção durante o período de estiagem, como manter a hidratação, utilizar umidificadores ou toalhas úmidas em ambientes fechados e redobrar os cuidados com crianças e idosos.
A recomendação da Semusa é que pessoas com sintomas leves de desconforto respiratório ou alergias procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Já os serviços de urgência e emergência, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), devem ser priorizados em situações de maior gravidade, a exemplo de falta de ar intensa e febre alta persistente.











