O SAMU de Porto Velho registrou 1.687 atendimentos relacionados a sinistros com motocicletas no primeiro semestre de 2026, o equivalente a 43,8% de todas as ocorrências atendidas pelo serviço no período. A média chegou a 9,3 atendimentos por dia, número que aponta aumento significativo em relação aos registros dos dois anos anteriores.
Atendimentos cresceram em relação aos anos anteriores
Os dados mostram uma mudança no volume de ocorrências envolvendo motociclistas. Em 2024, o SAMU contabilizou 2.255 atendimentos desse tipo ao longo de todo o ano, com média diária de 6,18.
Em 2025, foram registrados 2.251 casos, mantendo uma média semelhante, de 6,16 atendimentos por dia.
Já nos primeiros seis meses de 2026, a média mensal chegou a 281 atendimentos, enquanto a média diária subiu para 9,3.
O levantamento foi elaborado com base nos registros dos sistemas VELP e SAMU 360, considerando os atendimentos realizados em 2024, 2025 e no primeiro semestre deste ano.
Colisões com carros são maioria
A análise também permite identificar os principais tipos de sinistros envolvendo motocicletas em Porto Velho.
As colisões entre carros e motocicletas representam 60% das ocorrências e aparecem como o tipo mais frequente.
As quedas de motocicleta correspondem a 18% dos registros. Já os casos de colisão entre motos ou contra objetos fixos representam 16,5%.
Outros 5,5% das ocorrências envolvem motocicletas e bicicletas.
Finais de semana concentram mais ocorrências
O levantamento aponta ainda que os atendimentos apresentam maior concentração durante os finais de semana.
O domingo reúne 24,4% dos acionamentos e aparece como o dia com maior volume. O sábado vem na sequência, com 22,1%, enquanto a sexta-feira concentra 15,4%.
Os horários noturnos também representam um ponto de atenção. O período entre 18h e 23h59 responde por 35,2% dos atendimentos e é considerado a principal faixa crítica.
Somente entre 17h e 19h59, mais de 22% do volume diário de ocorrências é registrado.
Apesar de apresentar menos chamados, o período entre meia-noite e 5h59 preocupa as equipes devido à maior frequência de casos com politraumatismos graves e necessidade de acionamento da Unidade de Suporte Avançado (USA).
Homens de 20 a 40 anos são maioria entre as vítimas
O perfil das pessoas atendidas também foi analisado pelo SAMU. Os homens correspondem a 67,72% das vítimas, enquanto as mulheres representam 32,28%.
A faixa etária entre 20 e 40 anos concentra 52,46% dos acidentados.
Quando os dados de idade e sexo são cruzados, os homens de 20 a 40 anos aparecem como o grupo mais atingido, correspondendo a 35,34% de todas as vítimas registradas.
Para a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, os números reforçam a necessidade de ampliar as ações de conscientização e prevenção no trânsito.
“Quando observamos que praticamente 44% das ocorrências atendidas pelo SAMU no primeiro semestre estão relacionadas a sinistros envolvendo motocicletas, temos um sinal de alerta muito importante. São vidas que estão sendo colocadas em risco e situações que exigem uma resposta rápida das nossas equipes. O SAMU está preparado para prestar assistência, mas precisamos trabalhar também pela prevenção, com responsabilidade, respeito às normas de trânsito e conscientização de todos”, afirmou.
Dados devem orientar ações de prevenção
O prefeito Léo Moraes destacou que o levantamento permite identificar os períodos e grupos mais expostos aos sinistros e pode contribuir para o planejamento de políticas públicas voltadas à segurança no trânsito.
“Por trás de cada número existe uma pessoa, uma família e uma história. Quando o SAMU nos mostra que são mais de nove atendimentos por dia envolvendo motocicletas, estamos diante de uma realidade que precisa da atenção de todos. Respeitar os limites de velocidade, utilizar os equipamentos de segurança e dirigir com responsabilidade são atitudes que podem salvar vidas”, declarou.
A Prefeitura reforça a necessidade de atenção redobrada nos períodos de maior incidência, especialmente durante as noites e nos finais de semana.
Entre as medidas de prevenção estão o respeito à sinalização, controle da velocidade, uso correto do capacete e dos demais equipamentos de segurança, além da proibição de conduzir veículos após o consumo de bebidas alcoólicas.
A expectativa é que os dados produzidos pelo SAMU também sirvam para direcionar estratégias municipais de prevenção e reduzir tanto a quantidade quanto a gravidade dos sinistros envolvendo motociclistas em Porto Velho.






