O Governo de Rondônia iniciou, em junho, o processo de desinstitucionalização de pacientes com transtornos mentais em situação de extrema vulnerabilidade, que estavam internados em unidades de saúde ou de custódia. A ação, desenvolvida no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), passou a oferecer moradia em residências terapêuticas e acompanhamento multiprofissional, com foco na reinserção social e na continuidade do tratamento.
A iniciativa beneficia, nesta etapa, nove pacientes que anteriormente estavam acolhidos no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro e no serviço de acolhimento Frei Damião. Com a transferência para as residências terapêuticas, os moradores passam a viver em um ambiente destinado ao cuidado em liberdade, com suporte para o desenvolvimento da autonomia e da convivência comunitária.
Segundo o governo estadual, o modelo integra a política de saúde mental prevista pelo SUS e busca substituir internações prolongadas por um atendimento humanizado, realizado em espaços residenciais com acompanhamento contínuo de equipes especializadas.
As residências terapêuticas são destinadas a pessoas que permaneceram longos períodos institucionalizadas e que não dispõem de vínculos familiares ou de condições para retorno imediato ao convívio social. Além da moradia, os usuários recebem assistência voltada ao acompanhamento clínico, psicossocial e à reconstrução de sua rotina.
A coordenadora estadual de Saúde Mental, Patrícia Nienow, destacou que a medida representa um avanço na assistência às pessoas com transtornos mentais em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, a proposta vai além da mudança de local de moradia e simboliza a adoção de um modelo centrado na inclusão social, na autonomia e no respeito aos direitos dos pacientes.
O governador Marcos Rocha afirmou que a implantação das residências terapêuticas fortalece a política estadual de saúde mental ao ampliar o acesso a um atendimento voltado à dignidade, à convivência em comunidade e à promoção da qualidade de vida.
A desinstitucionalização é uma diretriz da política de saúde mental que prioriza o tratamento em liberdade e busca reduzir a permanência de pacientes em hospitais psiquiátricos de longa duração. O modelo prevê que o cuidado seja realizado por meio de serviços comunitários e de uma rede de atenção psicossocial, favorecendo a participação do paciente na vida em sociedade.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o acompanhamento nas residências terapêuticas é realizado por equipes multiprofissionais, responsáveis por desenvolver ações voltadas ao tratamento, à reabilitação psicossocial e ao fortalecimento da autonomia dos moradores.
O secretário estadual de Saúde, Edilton Oliveira, ressaltou que a estratégia amplia as oportunidades de reintegração social e garante a continuidade da assistência em um ambiente acolhedor, permitindo que os pacientes reconstruam seus projetos de vida com apoio especializado.
Com a implantação das residências terapêuticas, Rondônia passa a fortalecer a rede estadual de atenção psicossocial, ampliando alternativas de cuidado para pessoas com transtornos mentais e promovendo ações voltadas à inclusão, à cidadania e à garantia de direitos dos usuários do SUS.






