Rondônia foi reconhecida nacionalmente pelo Ministério da Saúde por sua experiência na implantação da Linha de Cuidado das Hepatites Virais. A iniciativa desenvolvida pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa/RO) foi selecionada entre as 10 principais práticas exitosas do país e apresentada durante o 3º Seminário Diálogos para a Eliminação das Hepatites Virais, realizado em Brasília.
O reconhecimento ocorreu após a participação do estado em uma chamada pública promovida pelo Ministério da Saúde, que selecionou experiências consideradas relevantes para o fortalecimento da rede de atenção à saúde e para o enfrentamento das hepatites virais no Brasil.
Durante o seminário, a Agevisa apresentou o trabalho intitulado “Desafios e Estratégias para a Implantação da Linha de Cuidado das Hepatites Virais em Rondônia: Relato de Experiência nas Regiões Madeira-Mamoré e Vale do Jamari”. A proposta destacou as ações implementadas para ampliar o acesso ao diagnóstico, tratamento, monitoramento e prevenção da doença em diferentes municípios rondonienses.
Além da Agevisa, a Fundação Oswaldo Cruz em Rondônia (Fiocruz Rondônia) também teve uma experiência reconhecida durante o evento, reforçando a participação do estado nas discussões nacionais sobre vigilância em saúde e controle das hepatites virais.
Segundo o governo de Rondônia, o resultado reflete um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da assistência à saúde, incluindo a capacitação de profissionais, reuniões técnicas, ampliação da vigilância epidemiológica, distribuição de insumos e campanhas educativas realizadas em parceria com os municípios.
O diretor-geral da Agevisa/RO, Gilvander Gregório de Lima, destacou que a integração entre planejamento e execução das ações nos municípios tem contribuído para fortalecer a rede de enfrentamento às hepatites virais e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.
A experiência foi apresentada pela coordenadora estadual das hepatites virais, Francilene Alves de Miranda. Durante a exposição, ela ressaltou a importância de adaptar as estratégias às características de cada região, promovendo articulação entre Estado e municípios para garantir fluxos organizados de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes.
De acordo com a coordenadora, a construção de uma rede estruturada permitiu ampliar o acesso da população aos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o atendimento oportuno das pessoas diagnosticadas com a doença.
Outro destaque do evento foi a apresentação da Fiocruz Rondônia sobre a implantação do projeto piloto para rastreamento e monitoramento da carga viral da hepatite D, também conhecida como hepatite Delta. A iniciativa foi conduzida pela chefe do Laboratório de Virologia Molecular da instituição, Deusilene Souza Vieira Dall’Acqua.
A proposta busca fortalecer o diagnóstico e o acompanhamento de pacientes com esse tipo de hepatite, considerada uma das formas mais graves da doença e que possui maior incidência em regiões da Amazônia.
Durante o seminário, também foram reforçadas ações de prevenção e conscientização sobre as hepatites virais. A Agevisa destacou a importância da vacinação contra a hepatite B, do uso de preservativos e da adoção de cuidados para evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes.
As orientações integram as atividades desenvolvidas ao longo do ano e ganham reforço durante a campanha Julho Amarelo, mobilização nacional voltada à conscientização sobre prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais. Nesse período, a Agevisa intensifica ações educativas, mutirões comunitários e incentiva a realização de testes rápidos disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos municípios rondonienses.






